Fonte: Estadão

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, com restrições, a compra da Liquigás, empresa de gás de cozinha da Petrobrás, por um consórcio liderado por Copagaz e Itaúsa, braço de investimentos do Itaú Unibanco. O negócio foi anunciado no fim do ano passado, por R$ 3,7 bilhões. A aprovação foi condicionada à assinatura de um acordo de venda de ativos a empresas menores do mesmo setor.

Todos os conselheiros acompanharam o voto do relator, Maurício Bandeira Maia. “O acordo negociado pelo Cade endereça as preocupações concorrenciais encontradas, fortalece um novo player nas regiões Centro-oeste e Sudeste além de assegurar uma transferência completa de ativos, bases e acesso a insumos”, disse o relator.

O julgamento, de menos de meia hora, não detalhou os desinvestimentos estabelecidos ou prazos previstos para a venda dos ativos ou a punição caso isso não ocorra, o que foi criticado por advogados que acompanham o Cade e apontaram falta de transparência.

Segundo o Cade, a Copagaz repassará para a Nacional ativos da Liquigás e da própria Copagaz em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Além disso, serão transferidas à Fogás unidades em São Paulo e Goiás.

Segundo fontes, também está prevista a alienação de ativos em um Estado nordestino. A Copagaz ficará com a Liquigás e a Nacional, com marcas secundárias.

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